Desejo Honrado
Nascido em uma família de empreendedores, aos 13 anos David Reck queria ganhar dos pais uma empresa de presente. A ideia era transformar suas atividades informais (desenvolvimento de trabalhos em BBS, a comunidade virtual precursora da internet) em um negócio de verdade. O sonho teve que ser adiado, mas nunca foi esquecido. Em 2004, depois de concluir Engenharia da Computação e realizar uma carreira meteórica em uma agência de publicidade, Reck fundou em São Paulo a Enken Comunicação Digital, agência especializada no desenvolvimento de soluções digitais corporativas.
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Empresas montam grupos para leitura
“O Monge e o Executivo”, do americano James Hunter, lidera os rankings de vendas de livros de gestão no Brasil.
Na agência de publicidade Enken, um grupo se organizou para estudar o livro em ciclos de periodicidade. Fábio Menezes, 31, gerente de tecnologia da empresa, explica o que aprendeu com “O Monge e o Executivo”: “É preciso manter o equilíbrio e mostrar para a equipe que todos são iguais e que dependem do grupo inteiro”.
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Sucesso é creditado à falta de teoria
O diretor Antonio Pina, 42, da empresa de TI Tecla, estava na sala de embarque de um aeroporto quando comprou “O Gerente Eficaz”, de Michael Armstrong. Terminou de ler e adquiriu mais quatro exemplares: um para cada gerente.
Tânia Gomes, 37, diretora-executiva da agência underDOGS, leu “Trabalhar com Você Está Me Matando”, da GMT. “Sou chefe e o título chamou a atenção porque pensei que alguém (da equipe) poderia sentir-se nessa posição”, conta a gestora.
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Help! I need somebody!
Por Guilherme Azevedo
Não estamos em Liverpool nem nos anos 1960, mas Help!, um dos grandes hits dos Beatles, a banda que mudaria a história da cultura pop, está em primeiro lugar em um hipotético set list das agências de publicidade digitais brasileiras. Um segmento que, segundo o Censo Digital 2009 da Abradi, a associação do setor, se constitui de 2.275 empresas e emprega mais de 20 mil funcionários. O motivo do pedido de socorro não é simples, mas facilmente identificável: a falta de gente qualificada disponível.
Os profissionais mais tarimbados têm sido assediados constantemente, tanto por agências mais tradicionais – que incorporam o digital ao dia a dia dos projetos de seus clientes e lançaram departamentos próprios de novas mídias – quanto por veículos e anunciantes, que identificaram a necessidade de ter em seu marketing gente qualificada a posicionar seus produtos e serviços na comunicação com seu novo consumidor.
Consequentemente, o salário pago ao mídia digital tem subido, com reflexos mais diretos sobre as agências especializadas, que historicamente foram as principais formadoras de mão de obra qualificada para o mercado. A entrada das agências mais antigas na disputa pelas contas e projetos digitais dos clientes fez dos profissionais das especializadas os primeiros da lista de preferência. “Os profissionais estão rodando o tempo todo e não chegam a ficar nem um ano nas agências, sendo bons ou ruins. Os salários exorbitantes que algumas agências pagam colaboram para esse cenário. A Abradi tem feito alguns movimentos para regulamentar isso tudo, mas não será fácil”, alerta Rafael Kiso, sócio-diretor da Focusnetworks, agência com expertise nas novas mídias digitais.
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