O outro lado do expressivo investimento em startups
Por Ligia Aguilhar
Os investimentos de fundos estrangeiros e nacionais em startups brasileiras não param de aumentar. No ano passado, o valor aplicado chegou a U$ 43,5 bilhões, segundo estimativa do Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Este montante deve continuar crescendo, em média, 10% ao ano.
A falta de intimidade do empreendedor com esse tipo de operação, porém, abriu espaço para que problemas comecem a aparecer.
O empresário David Reck, proprietário do site Comune e da agência Enken Comunicação Digital, foi procurado por um grupo de investidores que simplesmente desapereceu após alguns encontros. Mas tarde, ele descobriu que tratavam-se de representantes de uma empresa francesa concorrente que pretendia abrir escritório no Brasil.
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O velho novo banner
Por Débora Yuri
Velho, sim. Mas envolto numa roupagem tão nova que nem parece o mesmo. Por anos massacrado, detonado pelos criativos e até dado como enterrado, eis que o banner ressurge – pronto para recuperar o posto que nunca perdeu no marketing digital.
David Reck, diretor-geral da Enken Comunicação Digital e da Comune DCO, lembra que a Tecnisa tinha boa parceria com o Climatempo para veiculação de midia display, visando a geração de leads de venda.
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Agência de publicidade on-line
Após um ano na operação do site de compras coletivas Comune, o confundador David Reck, 30 anos, observou que a receita gerada pelas ofertas era muito baixa. A verdadeira margem de lucro estava nas áreas patrocinadas. Avaliando os anúncios on-line, ele percebeu que era possível aprimorar o modelo e oferecer ao internauta um produto em que estivesse realmente interessado, ao invés de apresentar banners genéricos. Para isso, é preciso descobrir o que esse usuário já pesquisou e exibir a peça publicitária quando ele estiver navegando na internet.
É o que faz o COMUNE DCO, criada em 2011, em São Paulo. A empresa utiliza um robô que varre as ofertas de uma loja virtual e analisa os produtos visualizados pelo consumidor. Depois, o mecanismo preenche automaticamente o espaço do anúncio com uma sugestão.
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Comune cria novas ferramentas para o segmento
A Comune, empresa que tem entre seus sócios a agência de comunicação digital Enken, oferece serviços diferenciados no mercado de compras coletivas. Um deles é o Comune Ofertas, um agregador que não cobra resultados dos vendedores nem dos compradores. O modelo é similar ao Google: com operação automatizada, varre a internet coletando os grandes negócios diários – não reúne somente as ofertas dos sites de compras coletivas, mas também de lojas tradicionais online, atualmente cobrindo cerca de 500 sites.
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Cliquemania
Por Julia Gouveia
Orlando com 70% de desconto. Punta Cana pela metade do preço. Diárias em resort na Bahia para quatro pessoas pelo preço de duas. Os brasileiros já se familiarizaram com os sites de compras coletivas, mas devem estar se perguntando: como os preços podem baixar tanto? Qual é o truque, se é que existe algum? Antes de responder a essa pergunta, é bom lembrar que o fenômeno das compras coletivas, que surgiu em 2008 com o pioneiro Grupon, nos Estados Unidos, começa a se consolidar por aqui. Menos de um ano após a chegada dessa modalidade de comércio no país, cerca de 1800 empresas do gênero já atuam, com ofertas que englobam cursos, restaurantes, tratamentos de beleza e muito mais.
De acordo com o Comune, agregador de vários sites de compras coletivas, a expectativa é de que esse mercado fature aproximadamente R$ 1 bilhão até o fim do ano e venda mais de 40 milhões de cupons promocionais em 2011.
Caso tenha fechado negócio no site de compras coletivas e tenha tido algum problema, a advogada especializada em direito digital, Patricia Peck Pinheiro, dá dicas sobre o que fazer.
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Oportunidade coletiva
Por Natalia Gómez
As permitir a aquisição de serviços com grandes descontos, os sites de compras coletivas viraram uma febre no Brasil. Em apenas um ano foram criados quase mil sites deste tipo. O faturamento previsto para o setor neste ano é de R$ 1,2 bilhão, com previsão de vendas de 40 milhões de cupons, segundo o portal Comune, que agrega ofertas de diferentes clubes de compras coletivas.
Segundo o sócio-diretor do site, David Reck, o setor ainda está em fase de amadurecimento e não param de surgir novos empreendimentos na área. Muitas vezes, esses novos negócios já nascem focados em nichos de mercado ou em regiões da cidade. “Já existem compras coletivas específicas para casamentos, para a região da zona leste da cidade ou só para viagens”, conta.
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Juntos por um clique
Por Flávia Ghiurghi
Não há quem não conheça, não tenha ouvido falar ou mesmo não tenha usufruído das tentadoras ofertas dos sites de compras coletivas, a nova modalidade de e-commerce que consiste em vender produtos e serviços por um valor muito abaixo do mercado para um número mínimo pré-estabelecido de consumidores por oferta. O tempo limite para adquirir a oferta varia entre 24 horas e 48 horas após seu lançamento. Entretanto, se neste período não houver um número mínimo de pedidos, a oferta é cancelada.
O mercado de compras coletivas possibilitou que as lojas físicas pudessem concorrer com as lojas virtuais sem que, para isso, tenham que deixar de ser físicas e percam o tráfego gerado em seus pontos de venda. “Shopping centers, por exemplo, sempre tiveram uma preocupação muito alta com a concorrência virtual, uma vez que esse mercado chegou a faturamentos superiores a R$ 10 bilhões ao ano. Eles se sentem ameaçados com a perda de tráfego gerado pelos consumidores, que é o seu maior patrimônio, já que as lojas físicas criaram as virtuais em que o shopping não tem qualquer participação e não recebe tráfego”, pondera o sócio diretor da Comune, agregador de ofertas de compras coletivas, Dadid Reck.
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